CBV constrói "universidade do vôlei" para faturar com clubes e seleções. A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), na esteira do sucesso das seleções brasileiras que vem conquistando boa parte dos títulos disputados, desde as categorias de base até o adulto, começa a se preparar para vender essa "tecnologia" campeã, que elevou o País ao topo do ranking mundial da modalidade. O primeiro passo para isso foi dado no dia 28/08/2003 com a inauguração do Centro de Desenvolvimento da CBV, em Saquarema, na região dos Lagos, no Rio, que está sendo chamada de "universidade de vôlei".

Todo treinamento das quatro seleções de base (infanto-juvenis e juvenis), e das duas principais - masculina e feminina -, será feito no Centro que poderá comportar até 12 quadras, em quatro módulos de 800 metros quadrados cada.
Com uma área de 108 mil metros quadrados, o Centro de Desenvolvimento Vôlei Brasil-Saquarema possui quatro quadras oficiais de vôlei, três quadras de areia, dois vestiários, equipamentos de fisioterapia, uma piscina semi-olímpica, quadras polivalentes e um hotel com 30 suítes, entre outras dependências.
No local funcionará um hotel adaptado para a estatura dos atletas - as camas, por exemplo, terão 2,20 metros de comprimento -, e uma área de ginástica e musculação, cujos aparelhos foram desenvolvidos pela CBV especialmente para os atletas e fabricados por uma metalúrgica. Até o final do ano, o Centro só será usado pelas seleções. A partir de 2004, começa a deslanchar o projeto de "venda de tecnologia" para outros países, desde o treinamento de equipes, com o ensinamento e aperfeiçoamento dos principais fundamentos do vôlei - saques, levantamentos, bloqueios, entre outros -, até a venda de equipamentos de ginástica e musculação desenvolvidos especialmente para os jogadores de vôlei. Não há, ainda, previsão de quanto isso pode gerar de receita para a CBV. 

Este projeto acelera um intercâmbio entre as seleções já existentes e aumenta a qualidade de trabalho de todos por estar concentrado em um mesmo local - afirmou o técnico da seleção feminina adulta, Marco Aurélio Motta.
Com larga experiência em seleções brasileiras, com participação em diversas equipes de base e auxiliar de Bernardinho desde o primeiro momento, tanto na seleção feminina quanto nas masculina, Ricardo Tabach comemorou a criação do centro.
Sempre houve um grande anseio entre categorias de base e as seleções principais por estarem mais perto ainda. Agora poderemos analisar melhor o potencial dos atletas.


Na cerimônia, que contou com a presença do presidente da Federação Internacional de Vôlei, Rubên Acosta, e do secretário do Ministério de Esportes e Turismo, Lars Grael, o presidente da Confederação Brasileira de Vôlei, Ary Graça, anunciou a criação da segunda divisão na Superliga, com uma estrutura regionalizada e servindo como base para acesso e decesso, sob coordenação técnica de Radamés Lattari.
Estiveram presentes as jogadoras da seleção principal feminina. Já as inúmeras fãs que levavam pintado na testa o nome do atacante Giba ficaram frustradas com a ausência da equipe masculina. A campeã olímpica de vôlei de praia Jacqueline também concentrou boa parte das atenções, mas a grande surpresa foi a presença do roqueiro Serguei, morador de Saquarema, que carregando a bandeira do Brasil, afirmou ser fã de vôlei.

 


* Fotos extraídas da internet, quem souber a autoria, favor mandar-me e-mail

 

 

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